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Miocardial revascularization without cardiopulmonary bypass; early results

Ricardo de Carvalho LimaI; Mozart EscobarI; José Wanderley NetoII; Luís Daniel TorresII; Décio O EliasII; José Teles de MendonçaIII; Ricardo LagrecaIV; Renato DellassantaI; Luis Gonzaga GranjaI; Mônica FariasII; Hemerson GamaII

DOI: 10.1590/S0102-76381993000300001

ABSTRACT

Myocardial revascularization surgery without the use of cardiopulmonary bypass was performed by Trapp and Ankeney in the 1970's. However it fell to Buffolo in Brazil and Benetti in Argentina to introduce its systematic use, standardization and recommendation as a valid and safe alternative modality of treatment. With the aim of evaluating the technique's reproducibility, morbidity and mortality, its technical difficulties and the possibilities of incorporating it into routine practice, the authors present the results obtained in 182 patients submitted to myocardial revascularization with saphenous and/or thoracic internal bypass without the use of cardiopulmonary bypass. One hundred and eighty-two patients were operated on using this technique: 128 (70.3%) males and 54 (29.7%) females, whose ages ranged from 40 to 79 years (mean = 58.8 years), with lesions of coronary arteries: interventricular anterior (IA); right coronary (RD); diagonal artery (DI) and marginal artery (MG). Two hundred and seventy-seven arteries were revasculahsed: 159/277 IA's (57.4%), 62/277 CD's (22.4%), 44/277 DI's (15.9%) and 12/277 MG's (4.3%). The left thoracic internal artery was used on 60/277 (21.7%) occasions and the saphenous vein on 217/277 (78.3%). The duration of the ischemia ranged from 5 to 33 minutes with a mean of 14 minutes. The following conditions were noted in the study as complications: coronary spasm in 6/182 cases (3.3%), acute myocardial infarct in 3/182 (0.6%), bleeding in 2/182 (1.1%), pulmonary embolism in 1/182 (0.6%) and mediastinitis in 1/182 (0.6%). Five/182 patients (2.7%) died in the immediate postoperative period from causes unrelated to the technique employed. The authors conclude that the technique may be safely carried out by most surgeons in selected cases with good results. The technique reduces the costs of surgery and in some subgroups, such as the elderly and those suffering from systemic disease, it may be the best alternative.

RESUMO

A cirurgia de revascularização do miocárdio sem uso de circulação extracorpórea (CEC) foi realizada por TRAPP & BISARYA14, na década de 70. Coube, entretanto, a BUFFOLO et alii2, 3 em nosso meio, e a BENETTI et alii1, na Argentina, o seu uso sistemático, a sua padronização e recomendação, como uma alternativa válida e segura. Com o objetivo de avaliar a reprodutibilidade da técnica, morbidade e mortalidade, as dificuldades técnicas e as possibilidades de incorporá-las à rotina, os autores apresentam os resultados obtidos em 182 pacientes submetidos a revascularização do miocárdio com pontes de veia safena e/ou torácica interna sem a utilização do sistema de circulação extracorpórea. Foram operados por esta técnica 182 pacientes; 128/182 (70,3%) do sexo masculino e 54/128 (29,7%) do feminino, cujas idades variaram de 40 a 79 anos (m=58,8 anos), com lesões das artérias coronárias: interventricular anterior (IA), direita (CD), diagonal (DI) e marginal (MG). Foram revascularizadas 277 artérias: a IA 159/277 (57,4%), a CD 62/277 (22,4%), a DI 44/277 (15,9%) e a MG 12/277 (4,3%). A artéria torácica interna esquerda foi utilizada em 60 (21,7%) vezes e a veia safena 217/277 (78,3%). O tempo de isquemia variou de 5 a 33 minutos, com média de 14 minutos. Como complicações na série estudada foram observadas: espasmo coronário em 6/182 (3,3%), infarto agudo do miocárdio em 3/182 (1,6%), sangramento em 2/182 (1,1 %), embolia pulmonar em 2/182 (1,1%) e mediastinite em 1/182 (0,6%). Cinco/182 (2,7%) pacientes foram a óbito no período de pósoperatório imediato, sem relação com a técnica utilizada. Os autores concluem que a técnica pode ser realizada em casos selecionados, com segurança e bons resultados pela maioria dos cirurgiões. A técnica reduz os custos da operação e, em alguns subgrupos (idosos, portadores de doenças sistêmicas), pode ser a melhor alternativa.
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