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RESUMOS DOS TEMAS LIVRES E PÔSTERES

Resumos dos Pôsteres • Enfermagem

28 de março sábado

P 01

O Uso Hemocomponentes Em Cirurgia Cardíaca

Juliana Neves Giordani; Cristiane Tavares Borges; Maria Antonieta P. De Moraes

INTRODUÇÃO: Cirurgias cardíacas são procedimentos de grande porte associados a um elevado risco de sangramentos. As transfusões têm sido associadas com altas taxas de morbidade e mortalidade, incluindo aumento da ocorrência de insuficiência renal e infecção, bem como respiratória e complicações neurológicas.
OBJETIVO: Identificar a prevalência de pacientes transfundidos submetidos à cirurgia cardíaca.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo de coorte retrospectivo realizado no período de setembro de 2013 a junho de 2014. Foram incluídos pacientes maiores de 18 anos, ambos os sexos submetidos à cirurgia cardíaca com a utilização de circulação extracorpórea (CEC), entre janeiro de 2012 a julho de 2013. Foram analisadas variáveis clínicas, valores de hematócrito e hemoglobina e a quantidade de sangramento e de unidades de hemocomponentes utilizados nas primeiras 24 horas.
RESULTADO: Foram avaliados 423 pacientes, 64,8% do sexo masculino, com idade de 60,5 ± 12 anos. A comorbidade mais frequente foi hipertensão arterial (HAS) com (77,8%). A cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) foi a mais prevalente (51,5%), seguida das valvares (33,6%), com um tempo de 80 ± 31 min de CEC. O total de transfusões sanguíneas realizadas foi de (36,6%), sendo no POI mais frequente (28,6%), com hematócrito médio de 32 ± 4,6. As intercorrências pós-operatórias foram registradas 213 no POI (50,4%), sendo 86 casos de arritmias (20,3%) e 76 Hemodinâmicas (18%).
CONCLUSÃO: Os resultados demonstraram que as transfusões sanguíneas são pouco frequentes entre os pacientes submetidos à cirurgia cardíaca nesta instituição, e quando necessária o período pós-operatório é o período de maior utilização.

 


 

P02

Fatores estressores no pós-operatório de cirurgia cardíaca

Patrícia Spies Subutzki; Maria Antonieta de Moraes

INTRODUÇÃO: A experiência dos pacientes submetidos à cirurgia cardiovascular pode ser sentida como um momento crítico, causador natural de estresse, e retardando a melhora da condição clínica e psicológica do doente.
OBJETIVO: Verificar o nível de estresse entre os pacientes no pós-operatório imediato de cirurgia cardiovascular e quais os fatores estressores mais citados entre esta população
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo transversal com pacientes em pós-operatório imediato de cirurgia cardiovascular, de ambos os sexos, idade > 18 anos. A coleta de dados foi realizada entre o período de setembro de 2013 a agosto de 2014, e utilizou-se o Environmental Stressor Questionnaire (ESQ), para avaliação do nível de estresse. A pontuação se dá através do somatório dos 50 itens, podendo variar entre 0-4, onde o alcance de um maior valor refere-se a um estado de maior estresse.
RESULTADO: Dados de 116 pacientes com idade média de 58 ± 16 anos, sendo 79% do sexo masculino. O diagnóstico mais prevalente se relaciona com a doença arterial coronariana e seus efeitos, com 62% dos pacientes sendo pós-cirúrgicos de cirurgia de revascularização do miocárdio. A população apresentou um nível moderado de estresse (2,23±0,403), sendo calculado pela soma das respostas às 50 questões. Os itens mais citados foram ter sede (34,5%); sentir dor (28,4%); ficar com tubos no nariz/boca (27,6%).
CONCLUSÃO: Os resultados evidenciaram um nível de estresse baixo em comparação aos dados encontrados na literatura. Porém, deve-se trabalhar na minimização dos estressores existentes de modo a ampliar a humanização do ambiente da unidade intensiva e acelerar o processo de restauração da saúde.

 


 

P 03

Assistência de enfermagem ao paciente em pós-operatório de correção de dissecção de aorta e troca de valva aórtica

Gabriela Freire de Almeida Vitorino; Andrey Vieira de Queiroga; Christefany Régia Braz Costa; Eduardo Tavares Gomes; Hirla Vanessa Soares de Araújo; Jerssycca Paula Santos Nascimento; Maria Mariana Barros Melo da Silveira; Mayara Inácio de Oliveira; Rebeka Maria de Oliveira Belo; Renata Lívia de Souza Melo; Tallita Veríssimo Leal; Thaisa Remigio Figueirêdo; Simone Maria Muniz da Silva Bezerra

INTRODUÇÃO: A Dissecção de Aorta é considerada uma emergência hipertensiva e apresenta alta mortalidade, por isso a abordagem correta repercute diretamente na sobrevida do indivíduo.
OBJETIVO: Trata-se de um relato de caso que visa apresentar a assistência de enfermagem em situação de pós-operatório de correção de dissecção de aorta e troca de valva aórtica.
MATERIAL E MÉTODOS: Os dados do paciente foram coletados através de anamnese, exame físico, estudo do prontuário, pesquisa literária e informações com a equipe multiprofissional.
RESULTADO: O paciente foi avaliado no 6º dia de pós-operatório de cirurgia de Bentall e troca do arco aórtico, em EGR, hipocorado, edema de membros inferiores e apresentando febres noturnas. Estava com perfusão periférica diminuída, pressão arterial de 130x90 mmHg, creptos basais discretos e dispneia aos médios esforços. Os exames laboratoriais demonstravam níveis diminuídos de eritrócitos, hematócritos, hemoglobinas e aumento dos níveis de leucócitos e ureia. Foram elencados alguns cuidados segundo o nível de prioridade, sendo eles: atentar para necessidade de oxigenoterapia, verificação constante da temperatura, questionar queixas do paciente e observar possíveis sinais demonstrados, estimular deambulação e elevação dos membros inferiores, observar os níveis pressóricos e perfusão tissular, realizar curativos diários da ferida operatória observando sinais flogísticos, e mensurar diurese diariamente.
CONCLUSÃO: Portanto, é necessário que a equipe de enfermagem esteja capacitada para atuar em recuperação pós-operatória, correlacionando a clínica manifestada pelo paciente com os cuidados indispensáveis que devem ser oferecidos.

 


 

P04

Implante de bioprótese valvar aórtica por cateter: papel da equipe de enfermagem no Laboratório de Hemodinâmica

Roselene Matte; Joseane Andrea Kollet Augustin; Leticia Orlandin; Luana Claudia Jacoby Silveira; Paola Severo Romero; Rejane Reich; Simone Marques Dos Santos; Graziella Aliti; Eneida Rejane Rabelo Da Silva

INTRODUÇÃO: O implante de bioprótese valvar aórtica por cateter (TAVI) é o tratamento de escolha para pacientes idosos com estenose aórtica grave, considerados inoperáveis.A evolução do material e técnicas intervencionistas têm sido uma constante neste tipo de procedimento, imprimindo desafios na prática clínica da equipe de enfermagem nos laboratórios de hemodinâmica (LH).
OBJETIVO: Descrever o papel da equipe de enfermagem em sala, em um procedimento de implante de TAVI.
MATERIAL E MÉTODOS: Relato de caso. Procedimento eletivo realizado em janeiro de 2014 em hospital universitário.
RESULTADO: A equipe de enfermagem em sala constituiu-se de um enfermeiro, um técnico de enfermagem circulante e um instrumentador. Prévio ao procedimento a equipe de enfermagem realizou a montagem e conferência da sala e a revisão de todos os equipamentos e insumos necessários; auxiliou a equipe de anestesistas nos procedimentos invasivos e medicamentos. Durante o procedimento realizou a interface com a equipe de ecocardiografia, cirurgia cardíaca, cardiologia intervencionista e anestesia. Toda a vigilância e monitorização do nível de consciência e funções hemodinâmicas também foram supervisionadas continuamente pela enfermagem durante e imediatamente após o procedimento. O tempo de utilização da sala foi de 4h05min e o tempo de duração do procedimento foi de 2h22min. Após o procedimento a paciente foi encaminhada à unidade de cuidados intensivos.
CONCLUSÃO: O enfermeiro é o membro da equipe multidisciplinar responsável pelo gerenciamento de recursos materiais, conferência da disponibilidade de dispositivos, assistência de enfermagem desde o preparo até o término do procedimento. Todos estes aspectos conferem segurança e ótimos resultados aos pacientes

 


 

P 05

O Diferencial de um protocolo de cirurgia cardíaca na orientação ao paciente em pré operatório realizado por enfermeiro especializado em um hospital cardiológico de São Paulo

Paulo Henrique dos Santos Herdeiro; Mariana Yumi Okada; Denise Louzada Ramos; Nilza Sandra Lasta; Viviane Fernandes; Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva; Valter Furlan

INTRODUÇÃO: A expectativa do cliente no pré-operatório de cirurgia cardíaca está relacionado a sentimentos como medo, ansiedade, receio do inesperado no intra e pós-operatório. Uma prática que traz um diferencial é a orientação prévia ao cliente e seus familiares.
OBJETIVO: Descrever a experiência do trabalho de um enfermeiro especializado em orientar pacientes no pré-operatório de cirurgia cardíaca em um hospital cardiológico de São Paulo.
MATERIAL E MÉTODOS: Relato de experiência analisando de janeiro de 2012 a outubro 2014, sobre a atuação de um enfermeiro em orientações prévias relacionadas ao período pré, intra e pós-operatório de cirurgia cardíaca. Estes são encaminhados pelos cirurgiões e/ou clínicos com agendamento prévio. Aos internados, recebem orientações in loco. As orientações abrangem desde o momento da internação até o momento da alta. Entregue kit para tratamento preventivo de infecção de ferida operatória para ser iniciado 5 dias antes do procedimento e manual de cirurgia cardíaca. No pós-operatório, os pacientes recebem orientações de toda equipe multiprofissional e da gestora do protocolo de cirurgia cardíaca.
RESULTADO: Foram realizadas 646 orientações individualizadas no período descrito. Conforme relato dos pacientes e familiares houve melhor aceitação do diagnóstico, com aparente entendimento das orientações fornecidas e esclarecimento das dúvidas, além da diminuição da ansiedade e melhor manejo nos cuidados pós-cirurgia.
CONCLUSÃO: Evidenciamos que a atuação do enfermeiro na orientação pré-cirurgia fornece informações importantes e indispensáveis para um entendimento do cliente e familiar favorecendo as situações que serão vivenciadas posteriormente, amenizando a ansiedade e riscos desnecessários por falta de informação.

 


 

P06

Registro clínico prospectivo de cirurgias cardiovasculares em adultos do Instituto de Cardiologia do RS - Fundação Universitária de Cardiologia (IC-FUC): Objetivos e metodologia

Patricia Aristimunho; Adelia Portero Batilana; Alessandra C. Moraes; Arialda Saionara Pastorino; Claudia Monster; José Francisco S. Inácio; Manoela Fardo; Michelle Santarem; Patrícia Dias; Roberta Senger; Suimara dos Santos, Shirley Balen; Jacqueline Vaz; Tatiana Spreng da Rocha; Elias Carvalho; Clarissa G. Rodrigues

INTRODUÇÃO: No contexto das patologias cardiovasculares, o tratamento cirúrgico desempenha papel essencial para diversas doenças. A cirurgia cardiovascular (CCV) brasileira, apesar de estar entre as mais conceituadas do mundo, conta com poucas iniciativas para o registro de dados prospectivos e de alta qualidade de pacientes submetidos ao procedimento. Tais dados poderiam contribuir de forma significativa para o avanço das técnicas disponíveis, criação de novas tecnologias e para pesquisa clínica.
OBJETIVO: Descrever a criação de um registro informatizado de dados prospectivos de pacientes adultos submetidos à CCV no IC-FUC.
MATERIAL E MÉTODOS: O registro de CCV em adultos foi delineado e será implementado no IC-FUC. Serão incluídos pacientes com idade superior à 18 anos, submetidos a CCV na instituição. Para coleta e armazenamento de dados, será utilizado o software RedCap (Research Data Capture), o qual atende aos critérios internacionais de segurança e qualidade para coleta e armazenamento de dados clínicos (Health Insurance Portability and Accountability Act). Os seguintes desfechos serão avaliados: mortalidade, eventos cardiovasculares maiores, qualidade de vida e será proposto um modelo para análise de custo efetividade. Os dados serão coletados nos seguintes momentos: pré-operatório, transoperatório, pós-operatório imediato, 7, 30, 90, 180 e anualmente após o procedimento.
RESULTADO: Disponibilidade de um banco de dados de alta qualidade dos pacientes submetidos à CCV no IC-FUC para análise dos desfechos citados anteriormente.
CONCLUSÃO: Acredita-se que tal iniciativa dará suporte para avaliação e melhora da prática clínica, criação de possível novas tecnologias e novas ideias de pesquisa.

 


 

P 07

Preenchimento do checklist de cirurgia segura no centro cirúrgico de um hospital especializado em cardiologia

Bianca Milena Verboski; Ana Paula Cielo; Ana Lisa Leite; Juliane Araujo Rodrigues; Maria Antonieta Pereira de Moraes

INTRODUÇÃO: A ocorrência de eventos adversos durante a hospitalização afeta uma grande proporção de pacientes, sendo que, mais da metade são potencialmente preveníveis e poderiam ser evitados. A fragilidade na qualidade do cuidado tornou-se uma preocupação mundial e garantir procedimentos mais seguros, durante a assistência em serviços de saúde, é fundamental.
OBJETIVO: Verificar o preenchimento do checklist de cirurgia segura no centro cirúrgico de um hospital especializado em cardiologia.
MATERIAL E MÉTODOS: Estudo observacional, descritivo, realizado com os checklist dos pacientes submetidos a cirurgia cardiaca com circulação extra corpórea, no período de janeiro a abril de 2014. As variáveis analisadas foram a existência do checklist e o preenchimento dos itens contemplados no três momentos do procedimento cirúrgico: antes da indução anestésica, antes da incisão cirúrgica e antes da retirada do paciente da sala operatória.
RESULTADO: Foram analisadas 513 cirurgias e encontrados 81,2% checklist sendo os procedimentos mais prevalentes a revascularização do miocárdio 49,4% e as valvares 31,9%. O preenchimento do checklist integralmente foi de 74,8%. Ao considerar o preenchimento por etapas, verificou-se que antes da indução anestésica foi de 88,7%, seguido dos momentos de antes da incisão cirúrgica e antes da retirada do paciente da sala operatória, com 83,9% e 74,8%, respectivamente.
CONCLUSÃO: A implementação do checklist de cirurgia segura é simples, baixo custo, fácil aplicabilidade e mensurabilidade. Entretanto, é necessário que a equipe de saúde do centro cirúrgico compreenda a correta aplicabilidade do instrumento para que seja preenchido em todos os procedimentos.

 


 

P08

Assistência de enfermagem no pré-operatório de endomiocardiofibrose: um relato de caso

Maria Mariana Barros Melo Da Silveira; Christefany Régia Braz Costa; Renata Lívia De Souza Melo; Rebeka Maria De Oliveira Belo; Gabriela Freire De Almeida Vitorino; Eduardo Tavares Gomes; Andrey Vieira De Queiroga; Hirla Vanessa Soares De Araújo; Jerssycca Paula Dos Santos Nascimento; Mayara Inácio De Oliveira; Tallita Veríssimo Leal; Fernanda Isabella Silva Lima; Thaisa Remigio Figueirêdo; Simone Maria Muniz Da Silva Bezerra

INTRODUÇÃO: Introdução: A endomiocardiofibrose é uma miocardiopatia rara, caracterizada pela deposição de tecido fibroso no endocárdio e no miocárdio do ápice do ventrículo, gerando uma insuficiência cardíaca restritiva.
OBJETIVO: Relatar o caso de uma paciente admitida no serviço hospitalar para submeter-se a um procedimento cirúrgico e descrever os principais cuidados de enfermagem.
MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um relato de caso estudado no período de setembro a novembro de 2014, na enfermaria de Cardiopatia Congênita de um Hospital Universitário.
RESULTADO: I.M.K, 11 anos, sexo feminino, indígena, proveniente do Acre, foi admitida no serviço com hipótese diagnóstica de anomalia de ebstein. Apresentava dispneia aos pequenos e grandes esforços, ascite, hepatomegalia, edema de membros inferiores e cianose. Após a realização de um ecocardiograma transtorácico, foi descartado o diagnóstico inicial e confirmada a endomiocardiofibrose e insuficiência na valva tricúspide. No período pré-operatório foi realizado o planejamento da assistência de enfermagem. Dentre os diagnósticos de enfermagem, destacaram-se débito cardíaco diminuído, nutrição desequilibrada para menos do que as necessidades corporais, ansiedade e risco de infecção. Os principais cuidados de enfermagem foram a monitorização cardíaca; diminuição da ansiedade; cuidado com a integridade da pele; estímulo a ingesta dos alimentos oferecidos e orientações quanto à importância da ingestão dos alimentos; implementação de cuidados com sondas, drenos e cateteres; estímulo à exposição de sentimentos; e apoio psicológico. A intervenção cirúrgica realizada foi ressecção de área fibrosada e troca da valva tricúspide.
CONCLUSÃO: Após o procedimento cirúrgico a paciente teve alta hospitalar, com melhora do quadro clínico e da ansiedade.

 


 

P 09

Perfil de pacientes submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com circulação extracorpórea > 120 min

Fernanda Lourega Chieza; Ellen Hettwer Magedanz; Madeni Doebber; Marco Aurélio Bizarro Santos; Jacqueline C. E. Piccoli; Luiz Carlos Bodanese; Joao Batista Petracco; Joao Carlos Vieira Da Costa Guaragna

INTRODUÇÃO: A circulação extracorpórea (CEC) é um procedimento amplamente utilizado em cirurgia cardíaca, tendo como finalidade proporcionar a substituição temporária da função cardíaca durante procedimentos altamente invasivos como a cirurgia de revascularização miocárdica (CRM). Levando em consideração que nos últimos anos houve importante mudança no perfil dos pacientes submetidos a estas cirurgias, necessita-se melhor compreensão das variáveis intervenientes e otimização dos cuidados de enfermagem ofertado a estes pacientes.
OBJETIVO: Identificar o perfil dos pacientes submetidos à CRM com CEC>120 min.
MATERIAL E MÉTODOS: Coleta de dados realizada através de um banco de dados informatizado, no período de fevereiro/1996 a novembro/2014. Foram utilizadas as seguintes variáveis pré-operatórias: idade, sexo, tabagismo, hipertensão (HAS), obesidade, cirurgia cardíaca prévia, acidente vascular encefálico (AVE) prévio, diabetes mellitus (DM), insuficiência renal crônica (IRC), insuficiência cardíaca (ICC), cirurgia urgência/emergência. Para analise estatística foi utilizado o SPSS. Análise univariada foi realizada através do teste Exato de Fisher e teste T Student e multivariada por regressão logística. Consideraramse significativas análises com p<0,05.
RESULTADO: Foram analisados 3645 pacientes submetidos à CRM, 13,5% apresentaram CEC>120min, 67,6% eram do sexo masculino e 14,5% tinham idade > 60 anos. Na analise multivariada por regressão logística mostraram-se fatores préoperatorios independentes para CEC >120min: sexo masculino (p=0,002), ICC classe III e IV (p<0,002), AVE (p=0,057), cirurgia cardíaca prévia ( p=0,026), HAS ( p=0,016) e IRC (p<0,001).
CONCLUSÃO: O perfil dos pacientes submetidos a cirurgia cardíaca vem sofrendo alterações ao longo dos anos, tornando-se fundamental uma boa avaliação de enfermagem focada nas necessidades particulares de cada individuo.

 


 

P10

Humanização em saúde com cuidadores de crianças cardiopata:intervenção educativa multiprofissional

Rebeka Maria de Oliveira Belo; Monique Cleia Pontes Bandeira; Carla Daniela Tavares Tenório de Melo; Geizylandy Charlene da Silva Mendes Barros; Gabriela Freire de Almeida Vitorino; Mayara Inácio de Oliveira; Simone Maria Muniz da Silva Bezerra

INTRODUÇÃO: No campo da atenção, têm-se como diretrizes centrais a acessibilidade e a integralidade da assistência, permeadas pela garantia de vínculo entre os serviços/trabalhadores e a população, e avançando para o que se tem nomeado como "clínica ampliada",capaz de melhor lidar com as necessidades dos sujeitos. Em virtude disso o Ministério da Saúde (MS) tem estimulado práticas que busquem o trabalho interdisciplinar e a construção de novos saberes. Esta nova forma de atenção pode ser incentivada através dos programas de residências integradas em saúde,que estimulam o desenvolvimento do trabalho humanizado e integralizado através da abordagem interdisciplinar 1,2,3.
OBJETIVO: Relatar a experiência de ação educativa multiprofissional realizada pela Residência Multiprofissional Integrada em Atenção à Clínica Especializada (cardiovascular) a cuidadores de crianças cardiopatas.
MATERIAL E MÉTODOS: Trata-se de um estudo tipo relato de experiência,realizado na enfermaria de cardiopatias congênitas de um hospital universitário de Pernambuco.
RESULTADO: A ação foi realizada na enfermaria pediátrica com acompanhantes de crianças cardiopatas que se encontravam internadas no período da ação. A enfermaria possui 20 leitos, no período da intervenção apenas 7 estavam ocupados, onde participaram da ação apenas 5 acompanhantes,pois os outros dois estavam acompanhando as crianças em exames. Sendo este grupo facilitado pelas residentes de Enfermagem, Fisioterapia e Terapia ocupacional. A ação foi realizada em três momentos: Apresentação; Palestra Educativa e Oficina de relaxamento.
CONCLUSÃO: A avaliação realizada com os participantes ao final do grupo mostrou que estes consideraram esta ação pertinente pois a mesma possibilitou a troca de experiências, o esclarecimento de dúvidas além de estimular a prática do autocuidado.

Article receive on sábado, 12 de julho de 2014

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