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Multicenter study with porcine bioprosthetic Labcor valve

Fernando A LuccheseI; João Ricardo SantanaI; Ivo A NesrallaI; Cláudio A SallesII; Carlos S FigueiroaIII; Nílcio Cunha LoboII; Dielson T SampaioII; José Wanderley NetoIII; Rita de Cássia VerasIII; Gilvan DouradoIII; Daniel TorresIII; Antônio De BiazeIII; Josalmir Melo do AmaralIII; Orlando Gomes de OliveiraIV; Jefferson ChavesIV; José Telles de MendonçaV

DOI: 10.1590/S0102-76381988000300003

ABSTRACT

Between 1984 and 1988, we studied 514 patients who underwent surgery for valve replacement using Labcor's porcine bioprosthetic valve. Two hundred and eighty-eight patients were female and 226 were male with a mean age of 36.8 ± 16.5 years. There was 64% of mitral valve replacement; 21.6% of aortic valve replacement; 2.1 % of mitral-tricuspid replacement and 0.2 of mitral-aortic-tricuspid replacement. In the pre-operatory period 1.6% of the patients were in the functional class II (NYHA); 63.7% in class III and 34.7% in class IV. After surgery 77.2% of the patients were in functional class I; 21.5% in class II; 0.3% in class III and 1% in class IV. The sizes of the bioprosthetic valve more often used were in order of frequency: 29 (33.3%); 27 (21.7%) and 31 (15.2%). There was a 7.6% incidence of hospital deaths and 3.2% of late deaths. The overall mortality was 10.1%. The mortality rate was 6.3% patients-year. There was a 4 years follow-up with 13 late deaths, 34% of them related to the bioprosthetic porcine valve. A second replacement ocurred in 17 (3.6%) cases and was due to paravalvar leaking in 4 cases, infective endocarditis in 2 cases, calcification in 1 and in 10 cases was not related to the bioprosthetic valve. Thus, the Labcor's bioprosthetic porcine valve, during the 4 year follow-up, showed a low incidence of complications (5 of 475 patients who survived surgery).

RESUMO

No período de 1984-1988, foram estudados 514 pacientes, 288 do sexo feminino e 226 do sexo masculino, com idade de 36,8 ± 16,5 anos, submetidos a cirurgia cardíaca valvar com implante de bioprótese porcina Labcor. As cirurgias realizadas foram, em 64%, relativas à valva mitral, 21,5% à aórtica e 2,1 % mitral-aórtica-tricúspide. No período pré-operatório, 1,6% apresentavam-se em classe funcional (NYHA) II, 63,7% classe III e 34,7% classe IV. Após a cirurgia, 77,2% apresentavam-se em classe I, 21,5% classe II, 0,3% classe III e 1,0% classe IV. O tamanho mais utilizado foi o de número 29 (33,3%), seguido do de número 27 (21,7%) e do de número 31 (15,2%); todos os demais apresentaram freqüências inferiores a 10%. Os débitos hospitalares foram da ordem de 7,6% e os tardios, de 3,2%, sendo a letalidade total igual a 10,1 %. O coeficiente de mortalidade foi de 6,3% pacientes/ano. Os sobreviventes foram acompanhados até 4 anos, ocorrendo 13 óbitos tardios, 34% relacionados à prótese. A incidência de complicações que levaram à reoperação para substituição da prótese foi de 17 (3,6%) casos, sendo 2 por endocardite, 1 por calcificação, 4 por vazamento paravalvular e os demais, por outras causas não relacionadas à prótese. Conclui-se que a bioprótese heteróloga Labcor apresentou, no período estudado, até 4 anos de acompanhamento, baixo índice de complicações diretamente relacionadas à válvula (5 de 475 pacientes que sobreviveram à cirurgia.
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